Saúde mental e aceitação direto do Instagram

Nos últimos 12 meses, tive muitos altos e baixos – especialmente baixos – na minha saúde mental. Em meio a isso, ganhei muito peso. Tive problemas com meu corpo, minha voz, minha pele e minha aparência como um todo desde a adolescência. Essas questões me levaram a uma situação de depressão e ansiedade. Durante mais de um ano, evitei sair de casa para que ninguém olhasse para mim. Bulimia, anorexia e compulsão alimentar entraram na minha vida há quase 11 anos. E até hoje não me considero curada. Tenho conseguido muito trabalhar na auto aceitação, mas ainda há dias em que eu sinto que ninguém me quer por perto porque eu sou gorda. Ao falar isso, percebo como é absurdo. Nos momentos de pânico e ansiedade, é uma certeza que fica como uma placa gigante néon na minha consciência. Nesses 12 meses, também avancei quilômetros em relação a minha auto estima. Não deixei de sair, ir para a piscina ou dançar em festas por sentir vergonha do meu corpo. Passei a me sentir confortável com a barriga de fora e minhas celulites aparecendo. Esse semestre, percebi que muitas estrias apareceram: na barriga, nas pernas, nos seios… e ainda estou passando pelo processo de aceitá-las. Ver mulheres maravilhosas, inteligentes, empreendedoras, lindas E GORDAS nas redes sociais tem me dado uma força incrível. E esse é o motivo desse textão todo hoje. Ler sobre o desafio de outras pessoas em relação a inseguranças e saúde mental me fez sentir menos sozinha. Se eu puder ajudar uma única pessoa a enfrentar o que eu já enfrentei, terá valido a pena. ❣️