Depressão, ansiedade e a crise dos vinte e tantos

Muito tempo atrás, resolvi começar a escrever sobre algo que eu gostava muito: maquiagem. Na época, eu me sentia bem com meu corpo e minha aparência. Era tão mais fácil produzir conteúdo com frequência… Depois de um tempo, comecei um estágio e deixei o blog totalmente de lado.

Passei por momentos ruins, mentalmente. Meu emocional me derrubou e a depressão e a ansiedade voltaram com força. Tive um ganho de peso bem grande, além da minha acne voltar a ser um problema. No meio disso, comecei a sentir o medo do envelhecimento, fiquei sem emprego e o pouco que me restava de auto estima deixou de existir.

Demonstrar ou explicar como é conviver com depressão e ansiedade simultaneamente é bem difícil. Aquela imagem que se tem da pessoa depressiva, que só dorme e vive desligada, não faz parte da minha realidade.  Não tenho vontade de levantar, não tenho ânimo para fazer nada que melhore minha vida. Ao mesmo tempo, não consigo me desligar, me desconectar. Fico deitada e com a cabeça a mil; não consigo deixar de me sentir culpada por não dar um significado importante para minha vida, mas também não consigo me mexer ou me forçar a sair do lugar.

Não consigo pensar em nada relacionado ao meu futuro pessoal, acadêmico ou profissional. Tento focar em coisas que eu ame e que me façam bem; mas, com uma visão de mim mesma tão ruim, não consigo me achar boa o suficiente para nada. Muito menos me expor na internet.

Esse textão-desabafo começou na minha cabeça porque eu estava me sentindo péssima por ter falhado em manter algo que eu amo. Falhei até em um hobby.

Mas não quero desistir, nem penso em desistir. Mesmo a passos lentos e quase microscópicos, sem nenhuma expectativa, quero manter viva e crescente essa pequena coisa que me faz feliz. No final do dia, escrever me faz bem. Falar o que eu penso e sinto me faz bem. Essa é uma nota que quero compartilhar comigo mesma, com a internet, com ninguém.

PS: Escrevo e posto isso com uma incerteza absurda. E se algum possível empregador acabar lendo tudo isso e desistir de me dar uma chance? E se pessoas conhecidas, do meu passado ou presente, encontrarem meus disparates e me transformarem em piada? E se?

Ai, essa ansiedade que não me abandona nunca.

Mas é isto de desabafo mental. Logo, logo, estaremos de volta com a programação padrão de maquiagens e outras coisinhas legais e fofas.

xoxo

Saúde mental e aceitação direto do Instagram

Nos últimos 12 meses, tive muitos altos e baixos – especialmente baixos – na minha saúde mental. Em meio a isso, ganhei muito peso. Tive problemas com meu corpo, minha voz, minha pele e minha aparência como um todo desde a adolescência. Essas questões me levaram a uma situação de depressão e ansiedade. Durante mais de um ano, evitei sair de casa para que ninguém olhasse para mim. Bulimia, anorexia e compulsão alimentar entraram na minha vida há quase 11 anos. E até hoje não me considero curada. Tenho conseguido muito trabalhar na auto aceitação, mas ainda há dias em que eu sinto que ninguém me quer por perto porque eu sou gorda. Ao falar isso, percebo como é absurdo. Nos momentos de pânico e ansiedade, é uma certeza que fica como uma placa gigante néon na minha consciência. Nesses 12 meses, também avancei quilômetros em relação a minha auto estima. Não deixei de sair, ir para a piscina ou dançar em festas por sentir vergonha do meu corpo. Passei a me sentir confortável com a barriga de fora e minhas celulites aparecendo. Esse semestre, percebi que muitas estrias apareceram: na barriga, nas pernas, nos seios… e ainda estou passando pelo processo de aceitá-las. Ver mulheres maravilhosas, inteligentes, empreendedoras, lindas E GORDAS nas redes sociais tem me dado uma força incrível. E esse é o motivo desse textão todo hoje. Ler sobre o desafio de outras pessoas em relação a inseguranças e saúde mental me fez sentir menos sozinha. Se eu puder ajudar uma única pessoa a enfrentar o que eu já enfrentei, terá valido a pena. ❣️

Risu: Como doar sem gastar nada

Você já ouviu falar da Risü?

Ela é uma startup de vendas online, criada em Belo Horizonte, com um viés social: um shopping online do bem, if you will. Parte do valor das suas compras é convertido em doação para a ONG de sua escolha, sem que você precise pagar nada a mais por isso.

risu
captura de tela: http://risu.com.br

“Nossa missão é transformar o ato de comprar em uma revolução social, prezando pela ética, respeito e transparência aos nossos clientes e parceiros.”

Como funciona?

Ao acessar o site da Risü Social, o usuário escolhe a loja que deseja comprar (entre mais de 300 lojas do bem parceiras do site). Entre elas: Sephora, Extra, Centauro, Submarino, Saraiva, etc.

A seguir, é feita a escolha pela instituição social que se deseja ajudar. As ONGs cadastradas no site apoiam diversas causas; é só escolher a que você se identifica. Eu costumo ajudar a AMPARA Animal ♥.

A plataforma redireciona a pessoa para o site da loja e, então, é só realizar as compras normalmente. A Risü recebe uma comissão pelas vendas efetuadas e isso se transforma em doação para as ONGs!

Outra forma de participar é através do MemoRisü, o plugin da plataforma. Eu, pessoalmente, acho bem mais prático. Você consegue adicionar esse plugin como uma extensão no Google Chrome e, sempre que entrar em um e-commerce parceiro da Risü, o MemoRisü te dá a opção de ativar a doação com apenas um clique!

impacto social
captura de tela: http://risu.com.br

Tenho usado o plugin há alguns meses, e sempre recebo o comprovante das doações por e-mail. Mesmo que sejam pequenos valores, já é algo! Com pequenos passos, a gente pode fazer a diferença, né?

xoxo

Alô, humanidade.

Eu estava aqui montando conteúdo pro blog e acabei me deparando com um post na página do Ego no facebook. A foto prendeu meu olhar, mas a chuva de comentários maldosos foi o que mais me chamou atenção.

O Paparazzo teve como estrela, em um ensaio sensual que vai ao ar dia 20, Aline Zattar, a Miss Brasil Plus Size 2013.

Aline Zattar

Os comentários “maldosos” estavam em todas as matérias do site do Ego que envolviam Aline, além do facebook.

Coloco maldosos entre aspas porque é assim que se referem a estes comentários, mas eu acredito que há mais do que maldade na atitude de perder seu tempo pra agredir alguém a troco de nada. Não consigo entender de onde vem todo esse ódio; muito menos entendo onde a humanidade quer chegar, descarregando sentimentos assim em cima dos outros.
E o pior, ao meu ver .. a grande maioria dos comentários negativos foram feitos por mulheres. Poderiam estar apoiando uma mulher e sua coragem de fazer um trabalho inédito, mas preferem sair pisando no que a outra construiu.

Na internet, as pessoas parecem se esquecer que o outro também é um ser humano, com emoções, dificuldades, incertezas, como qualquer um. E sempre se defendem com o argumento de que é apenas uma ~opinião~, e todos tem direito a expressar a sua.

É sério que o pessoal se sente BEM expressando esse tipo de opinião?

“Feia gorda elefante baleia”
“Monstruosa”
“Gorfei o almoço”
“Aonde que isso é bonito? […] Na noite ela não arruma nem o café.”

comentário

 

Aline Zattar, catarinense, 29 anos, e SEXY sim. Sensualidade envolve bem mais do que um corpinho malhado. Uma pena que tantas mulheres não conseguem enxergar isso. Talvez, se enxergassem, fossem mais realizadas e parassem com todo o hate que soltam em cima das mulheres felizes.

 

xoxo