O condomínio pode proibir animais dentro dos apartamentos ou nas áreas comuns? 

Entre 2014 e 2016, logo depois de adotar o Fred, nós morávamos em um condomínio antigo aqui em São Paulo. A maior parte dos moradores do prédio tinha mais de 50 anos e a síndica era uma senhora que estava “no poder” há anos a fio. 

Quando chegamos no apartamento, o Fred tinha uns 4-5 meses. Como todo filhote (ou criança), ele tinha muita energia, fazia barulho e chorava. Logo num primeiro momento, recebi reclamações. Primeiro, começaram dizendo que o Fred era muito grande e não eram permitidos animais de porte grande no prédio. Depois, fui informada que o Fred não poderia frequentar as áreas comuns do prédio, nem o elevador, e que deveria estar no colo sempre que eu estivesse o levando para sair pela garagem. 

Frederico é um cachorro vira lata (ou “sem raça definida”) de porte médio. Ele não é agressivo, tem todas as vacinas, vermífugos e antipulgas em dia. Eu não conseguia levar ele no colo, porque né, quem aguenta ficar passando no corredor com um dog de 20kg… mas sempre levava ele na guia e o mantinha grudado em mim. De maneira resumida, todo o período em que morei nesse apartamento foi cheio de briga e confusão. E no apartamento ao lado do meu, morava um Golden Retriever, cujos donos nunca foram proibidos de passear nas áreas comuns. Na época, além de estar passando por uns problemas psicológicos bem complicados, também estava sem dinheiro nenhum. Então, não fui atrás dos meus direitos.  

E aí, o condomínio podia ter me proibido de andar pelas áreas comuns ou poderia ter me proibido de ter um cachorro de porte médio ou grande no apartamento? NÃO! 

Em relações a animais dentro dos apartamentos: nenhuma convenção de condomínio pode se sobrepor à Constituição Federal; na CF, é garantido o direito à propriedade privada. Você pode ter até animais exóticos ou silvestres, desde que obedecidas as normas do IBAMA e agências de proteção animal.  

Os animais só têm sua presença vedada caso apresentem riscos à segurança ou à saúde dos demais moradores da vizinhança. Há também o limite de barulho, porém, multas e processos só podem ocorrer com comprovações e provas que o barulho do animal estava acima do permitido por lei. Animais sabidamente agressivos também precisam andar de focinheira e guia curta (que leva o animal bem próximo ao corpo do tutor). 

Seu pet também pode frequentar e transitar por todas as áreas comuns do edifício. Novamente, isso é um direito garantido por lei. Proibir um morador (ou visitante de morador) de subir em um elevador ou andar pelo corredor é passível de processo por constrangimento. Claro, se respeitando as restrições de segurança e saúde dos outros moradores como um todo. 

Hoje em dia, tenho zero preocupações quando recebo ameaças e reclamações em relação ao Fred. Obviamente, o respeito tem que prevalecer, né. Priorizo o uso do elevador de serviço ou as escadas; nunca deixo ele sair de casa sem guia; caso outras pessoas estejam no elevador ou qualquer área comum, dou prioridade a elas; evito ao máximo de deixar o Fred só em casa (pra ele não ficar ansioso e latindo) e o mantenho em aulas de adestramento desde que mudei pra cá. 

E minha dica pra vizinho chato? Conversa! É um saco? É! Mas né, o negócio é a gente que tem pet apresentar argumentos claros e válidos e deixar o pessoal se afogar na raiva! Hahahahaha! 

 

 xoxo

Base na cor errada? Tem como consertar! 

Assumo que nunca aprendi a comprar a cor certa de base ou corretivo. Minha mãe constantemente me pede dicas de como acertar o tom, mas mesmo já tendo lido várias vezes sobre, não sei responder bem. A dica de comprar uma base no tom do pescoço não dá certo pra mim. Meu pescoço deve ser um tom acima de “transparente”, por isso acabo sempre pegando a cor mais clara de toda base ou corretivo.

Às vezes, mesmo essa cor mais clara fica escura pra mim. Antes, eu só sentava e chorava (brincadeira, claro) e usava o produto de qualquer jeito. Aí eu descobri que existem produtos pra adaptar o tom da base. Lá na gringa, a The Body Shop tem as Shade Adjusting Drops; por aqui, começaram a aparecer produtos semelhantes há pouco tempo.

A Dalla Makeup, por exemplo, lançou um duo de produtos assim. Além da treta de se recusar a dar informações aos consumidores (você pode ler meu texto aqui), também teve muita reclamação pelo fato de o fluido pra escurecer a base ser claro demais. Quer dizer, consumidores negros já têm uma dificuldade enorme de achar bases e corretivos com tons e subtons úteis; aí ainda vai a marca e lança um produto que praticamente não ajuda em nada. Mas, enfim. Esse post não é sobre isso. Esse post é sobre como não desperdiçar aquela maquiagem que você já comprou.

Como eu faço? Eu misturo. Eu misturo base com base, base com corretivo, corretivo com corretivo. Muda a textura da base? Sim. Muda o acabamento da base? Também. Mas pelo menos me permite utilizar uma gama muito maior de produtos. Os corretivos brancos são os que eu mais uso. Tem gente que usa pra iluminar ou disfarçar (como é feito com os corretivos coloridos), mas eu uso misturando no produto que eu quero mudar a cor.

O primeiro que eu testei foi o Corretivo Branco Bruna Tavares. Ele é um corretivo mate, de secagem rápida e textura bem seca. Uso ele com bases de alta cobertura e efeito também mate. Caso eu queira clarear uma base mais fluida, incluo na mistura um hidratante (pra ajudar a diluir o corretivo). Ele custa entre R$30 e R$40 nas lojas online de maquiagem. Comigo, ele não rendeu muito. Também a embalagem não é das mais práticas se você quer usar o produto em misturinhas.

Recentemente, conheci o Corretivo Branco da marca Jasmyne. O preço é bem mais amigável (você encontra por R$10-15) e, por vir em uma embalagem em bisnaga, achei que o rendimento dele foi superior. Ele é tão denso quanto o corretivo da BT, também tem secagem rápida e acabamento matte.

Como nunca usei esses produtos isoladamente, sem misturar com alguma outra base ou corretivo, não sei muito da durabilidade deles em si. A base que mais uso misturando com o corretivo branco é a base mate HD da Vult. A duração dessa base na minha pele é absurda (testei sem clarear, só pra ficar em casa) e senti que os corretivos potencializaram isso.

Além dos produtos da Bruna Tavares e da Jasmyne, vi que também existe um corretivo branco da Ruby Rose. Só que ele vem numa daquelas paletas de corretivos cremosos. Já testei e resenhei uma dessas paletas (basta clicar aqui pra ler) e não achei que deu muito certo na minha pele. Não vejo muita vantagem também porque só um dos quadradinhos da paleta seria útil pra mim. Pra quem for fazer uso dela profissionalmente talvez seja muito mais interessante.

E, por hoje, é só!

Dúvidas, reclamações ou sugestões? Deixa nos comentários ou fala comigo lá no instagram (@thaischeiadevicios)! Vou ficar muito feliz em responder! <3

xoxo

Minha estante: os livros da Dama do Crime, Agatha Christie

A leitura sempre foi uma parte muito importante da minha personalidade. Quando era muito novinha, ir à livraria era um dos meus passeios preferidos. Foram muitos anos de co-dependência com os quadrinhos da Turma da Mônica. Até que eu cheguei ali nos 10-11 anos e comecei a descobrir os livros da estante da minha mãe.

Lembro de ver muitos livros de economistas (ela é formada em Ciências Contábeis), coleções do Jorge Amado e um com uma capa colorida; esse foi o que chamou minha atenção. Era um livro de capa dura com o título “Testemunha Ocular do Crime”. A palavra “crime” não me assustou nenhum pouco e eu devorei a história em uma tarde. 

E aí nasceu minha paixão por livros policiais, de suspense, de crimes. Passei uma fase sem ler muita coisa do assunto: aquela época da adolescência que você consome muita literatura infanto-juvenil sobre a menina boba e desengonçada que se transforma na popular da escola e descola um príncipe encantado. Sim, me dói lembrar que vivi intensamente essa fase. 

Mas logo depois voltei às minhas origens e descobri que eu era muito fã da escrita de Agatha Christie. Li “testemunha ocular do crime” sem ter a menor ideia de quem era a autora ou que outros livros ela poderia ter escrito. Só quando adulta fui, de fato, aprender sobre ela. 

Agatha Christie é conhecida como a “Dama do Crime”; publicou mais de oitenta livros; é a romancista mais bem-sucedida da história da literatura popular mundial; cerca de quatro bilhões de cópias dos seus livros foram vendidas ao longo dos séculos XX e XXI.  

Os livros da autora são cheios de plot twists, antes mesmo de plot twists serem populares. A vida dela também tem destaques interessantes: desapareceu e foi encontrada sem ninguém nunca entender a realidade do que havia acontecido; divorciou-se do marido no início do século XX (!); casou-se novamente (!!) com um homem catorze anos mais jovem (!!!) ali na década de trinta. 

 

Todos os livros dela que li até hoje me prenderam do começo ao fim. Mesmo sendo de uma época “distante”, a escrita é simples, fácil de manter a atenção do leitor por horas, e sem descrições muito longas de locais ou paisagens. 

Separei os meus livros preferidos dessa minha “minicoleção”. 

1)  Testemunha Ocular do Crime

“Após um dia de compras em Londres, Elspeth McGillicuddy pega um trem para o interior da Inglaterra, onde deve se encontrar com a amiga Jane Marple. Instalada na primeira classe, ela observa a paisagem, até que outro trem passa no mesmo sentido e, por um instante, as janelas dos vagões se alinham. Ela vislumbra a imagem de um homem estrangulando uma mulher. Na estação, ninguém acredita em Elspeth, e nenhum cadáver é encontrado. Mas Miss Marple não se dissuade fácil. Para investigar esse mistério, ela contará com o auxílio do seu sobrinho-neto David e de Lucy Eyelesbarrow, uma carismática personagem que faz neste romance sua única e marcante aparição.” 

2) O Mistério Sittaford 

“Na remota localidade de Sittaford, prestes a ser assolada por uma poderosa tempestade de neve, um grupo de vizinhos reunidos na imponente mansão que dá nome ao lugar resolve se entregar a um passatempo excitante e aparentemente inofensivo: uma sessão espírita improvisada. O que deveria ser uma distração sem maiores consequências assume tons sombrios quando a mesa dos espíritos soletra o nome de um conhecido de todos os presentes, seguido da palavra “assassinado”. Trote de mau gosto ou um aviso sobrenatural? Em mais um de seus engenhosos romances, Agatha Christie surpreende os leitores com a narrativa misteriosa de um crime que teoricamente não poderia ser cometido.” 

3) Uma Dose Mortal 

“O grande Hercule Poirot, quem diria, também tem medo da cadeira do dentista. Depois de algumas obturações, é com alívio que ele deixa o consultório do habilidoso dr. Morley. Para a surpresa de todos, em seguida o dentista é encontrado morto. Teria sido suicídio ou um assassinato premeditado? Ao investigar o caso, Poirot se depara também o desaparecimento de uma das pacientes do dr. Morley: a misteriosa srta. Sainsbury Seale. O detetive se vê então envolvido com um tumultuoso conflito de ideologias que abala a estabilidade da Inglaterra na sinistra atmosfera de desconfiança do início da Segunda Guerra Mundial.” 

4) Morte na Praia 

“Tudo o que Hercule Poirot queria naquele verão era ter alguns dias de paz no luxuoso hotel Jolly Roger, longe de crimes e de investigações. Mas quando Arlena Stuart passa por ele na praia, atraindo o olhar de todos os homens (bem como o ódio de todas as mulheres), ele desconfia que talvez suas férias não sejam tão tranquilas como esperava. De fato, no dia seguinte, um assassinato acontece. Enquanto tenta descobrir quem é o responsável, Poirot percebe que não são poucas as pessoas naquele hotel que teriam um motivo para matar… Neste livro, o leitor é convidado a analisar junto com Poirot os motivos e os álibis de todos os hóspedes do Jolly Roger. Morte na praia é um quebra-cabeça complexo, ao melhor estilo de Agatha Christie.” 

(Descrições retiradas de: L&PM Editores) 

Vou tentar trazer pra cá mais livros, filmes e séries que me deixam viciada. Sempre bom intercalar beleza e maquiagem com um assunto randômico, né?

#SegundaRandômica

xoxo

Como preparar a pele antes da maquiagem!

Os produtos de maquiagem mais caros ou mais famosos não garantem que a gente vai conseguir desenrolar um look incrível. A pele por baixo da maquiagem precisa estar toda bem cuidada e tratada. Com uma pele legal, você pode criar maquiagens muito das bonitas sem gastar tubos de dinheiro com produtinhos da moda.

Amo maquiagem há anos, mas só aprendi isso uns meses atrás. O primer sempre fez parte da minha rotina, só que eu usava mais pra criar uma camada entre a pele e a maquiagem do que pra melhorar seu aspecto. Depois que eu aprendi sobre preparação da pele e passei a colocar em prática, minha situação maquiagística mudou completamente.

Então ó, saiba: preparar a pele pra receber a maquiagem é uma etapa que não pode ser esquecida nunca!

1) Limpeza

A pele limpinha é sua tela em branco. Começar com a higienização garante que todos os produtos seguintes poderão funcionar da melhor forma. Logo antes de me maquiar, eu prefiro lavar o rosto com um sabonete neutro. Mas isso depende de como sua pele reage ao sabonete específico que você costuma usar. Usar produtos que “sequem” a oleosidade não dá certo pra mim; acaba estimulando a produção de mais sebo. (Isso logo antes da maquiagem, tá? Lavo meu rosto com sabonete de tratamento sempre no fim do dia).

Atualmente, uso o Gel de Limpeza Facial Tea Tree da The Body Shop; ele é específico para peles oleosas, mas passa longe de ressecar a pele.

Água fria ou gelada é o mais indicado, pois ajuda a fechar os poros. É chatinho, mas faz com que a make dure muito mais tempo e fique com um aspecto mais profissional.

2) Tonificação

O tônico recupera a pele depois da limpeza. Restaura o pH e atua em pontos específicos, de acordo com o tipo de pele. É importante conhecer sua pele para definir qual a melhor composição de tônico pra você. Um detalhe: evite produtos com álcool ou fragrâncias fortes, porque esses componentes costumam irritar ou causar alergias na pele.

O Tônico Umectante da Higiporo é o que tô usando no momento. Ele é feito pra pele normal a seca e é o que meu rosto prefere nessa época de inverno seco.

3) Hidratação

Todos os tipos de pele precisam ser hidratados, não é de forma alguma exclusividade de peles secas.  A hidratação repõe água/viço na pele e previne o efeito rebote (quando o corpo produz mais oleosidade porque a pele está seca). A pele hidratada também recebe melhor a base – você usa menos produto para obter uma cobertura legal.

Quase todo dia uso um hidratante diferente, dependendo da necessidade na minha pele no momento.

4) Proteção

Utilizar protetor solar evita e diminui manchas, atrasa o envelhecimento e o mais importante de tudo, previne o câncer de pele. Ainda quero fazer um post exclusivo sobre isso, mas tô aqui reforçando pra jamais esquecer do protetor!

Os passos acima devem ser feitos todos os dias, independente do uso da maquiagem. Tratar a pele é importante demais, gente!

O ideal é passar por um médico dermatologista para definir as necessidades da sua pele. Nunca utilize ácidos ou outros tratamentos sem prescrição! Caso tenha qualquer reação com um cosmético ou maquiagem, lave o rosto com água em abundância e busque orientação médica.

Além desses, também é legal lembrar do primer. Existe primer de tudo que é tipo: pra diminuir os poros, pra matificar a pele, pra iluminar… aí vai depender do que você curte e do efeito que você quer dar pra sua maquiagem. No geral, a função do primer é uniformizar a pele e aumentar a durabilidade e a pigmentação dos seus produtos de make.

Ficou com dúvidas ou quer dividir sua experiência? Me conta! E segue lá no instagram (@thaischeiadevicios) que tem dica nova quase todo dia!

xoxo