Tratamento da pele – Cosméticos X Dermocosméticos

Cosméticos X Dermocosméticos

Cosméticos e dermocosméticos são a mesma coisa? Qual a diferença entre cosméticos e dermocosméticos?  Eu mesma fiz essas perguntas quando descobri que existiam essas duas categorias de produtos.

https://cheiadevicios.com/2018/08/03/tratamento-da-pele-cosmeticos-x-dermocosmeticos

Não é apenas uma diferença de nomenclatura; cosméticos e dermocosméticos atuam em diferentes camadas da pele e de maneiras muito distintas.  

O que são cosméticos? 

São produtos que agem na camada mais externa da pele. Podem limpar, hidratar, perfumar, tonificar, etc. Mas seus efeitos são todos superficiais. Os componentes dos cosméticos são incapazes de penetrar mais profundamente na pele e, por isso, não TRATAM condições dermatológicas. 

O que são dermocosméticos? 

Os dermocosméticos podem ser classificados entre os fármacos (basicamente, os remédios) e os cosméticos. Obrigatoriamente, os componentes dos dermocosméticos devem ter sua eficácia comprovada cientificamente. São formulados com princípios ativos farmacológicos que devem passar por testes clínicos de poder terapêutico e segurança. Seu uso deve ser sempre acompanhado de indicação e orientação médica especializada. 

Enquanto os cosméticos alteram a aparência da pele, os dermocosméticos alteram sua fisiologia. A ação dos cosméticos é, geralmente, imediata; a dos dermocosméticos é mais demorada e prolongada. Outra grande diferença: os dermocosméticos quase nunca levam corantes, fragrâncias e conservantes em sua formulação. Esses componentes são os maiores responsáveis por reações alérgicas. 

Tudo isso faz com que os dermocosméticos tenham um preço bem mais salgado que os cosméticos tradicionais.  

Grandes empresas como Bioderma, Skinceuticals, Avene, Roc e Vichy produzem dermocosméticos. Todas essas empresas fazem testes em animais. Algumas podem não conduzir testes aqui no Brasil, mas, por serem vendidas na China, testam seus produtos por lá.  

A única marca de dermocosméticos que eu conheço e que vende no Brasil é a ADCOS. Os preços da ADCOS são muito semelhantes ao dessas outras marcas que eu citei. 

Esses preços são, sim, altos. Ao meu ver, os dermocosméticos valem muito a pena se você tem problemas dermatológicos mais sérios. Acne severa, escaras, queimaduras, etc são situações graves e precisam de tratamento médico com compostos que, mesmo aplicados topicamente, conseguem agir nas camadas mais internas da pele. 

Hoje em dia, com meu grau de acne sendo muito moderado, não vejo necessidade de utilizar dermocosméticos. Por isso, não tenho testado nenhum desses produtos recentemente. Há muito tempo, usei o fluido secativo de acne da ADCOS (custa R$112) e sua ação era realmente muito boa. Se eu fosse bem ryca, com certeza usaria pra complementar meu tratamento. 

E, como sempre, faço questão de salientar: esses produtos todos podem ser vendidos sem necessidade de receita médica, mas é absurdamente importante que todo tratamento dermatológico seja conduzido e orientado por um profissional. 

Espero que esse post tenha sido capaz de esclarecer (pelo menos superficialmente) o que separa cosméticos e dermocosméticos. Ficou dúvida? Quer dica de fonte de estudo sobre o assunto? Pode deixar comentário, fazer pergunta no instagram – @thaischeiadevicios –, mandar sinal de fumaça, ou me achar por qualquer outra forma de comunicação. Tô aqui pra ajudar! 

xoxo  

O que é Cruelty-Free? Como identificar?

Em tradução literal, “cruelty-free” significa livre de crueldade. Na prática, esse termo se refere a produtos que foram desenvolvidos e fabricados sem o uso de testes em animais.

A nível internacional, a Cruelty-free International e a PETA (pessoas pelo tratamento ético dos animais) são as referências no que diz respeito a testes em animais. Essas organizações criaram seus próprios selos para identificar produtos e empresas que não fazem uso de cobaias no seu processo produtivo.

O selo de aprovação da PETA é o do coelhinho com as orelhas rosa; ele identifica empresas que não fazem testes em animais em nenhum estágio de desenvolvimento e produção (incluindo processos que possam ser feitos por terceirizados). Através de auditorias independentes e documentos comprovativos, a empresa se qualifica para receber esse selo. De forma semelhante, há o selo da Leaping Bunny; a imagem é de um coelho saltitante e identifica empresas que se comprometem a jamais testar seus produtos em animais nem comprar ingredientes de fornecedoras que façam parte dessa prática.

 

As certificações são garantias que:

  1. O produto final, e os ingredientes que o compõe, não passaram por testes em animais em todos os estágios de desenvolvimento pela empresa, pelos seus laboratórios, fábricas ou fornecedores a partir de uma data definida;

  2. Nenhum teste em animal foi realizado posteriormente e durante o processo de certificação. A partir da data de emissão do selo, a empresa tem seus processos de fabricação monitorados;
  3. Auditorias independentes podem ser feitas pelas ONGs a qualquer momento.

(Informações retiradas do site da Simple Organic, marca de cosméticos cruelty free e vegana)

A Choose Cruelty-Free é uma organização australiana que tem seu próprio selo. Com a expansão da indústria por lá, é possível ver esse selo em muitos produtos por todo o mundo.

 

Você pode conferir os sites da Cruelty-free Internatinal (CFI), da PETA e da Choose Cruelty Free (CCF) aqui,  aqui e aqui.

Os produtos com selos Cruely-Free podem ter ou não ingredientes de origem animal. Para identificar produtos sem nada de origem animal, procure o selo vegano!

É importante lembrar que na indústria de cosméticos e maquiagens, grandes conglomerados dominam o mercado. Por isso, é comum que empresas cruelty free sejam vendidas a empresas maiores que não dividem a mesma preocupação. NYX, The Body Shop e Urban Decay são exemplos disso. A The Body Shop sempre aparece contra testes em animais, porém ela faz parte da L’oréal, empresa que ainda não eliminou completamente estes testes. A Urban Decay, que era referência nas maquiagens cruelty free (chegou a, inclusive, se recusar a entrar no mercado chinês*), também acabou sendo comprada pela L’oréal.

Errata: Quando escrevi esse post, não estava sabendo da venda da The Body Shop pra Natura. No segundo semestre de 2017, a Natura fez a aquisição da TBS; uma funcionária da loja me explicou que um dos motivos da venda havia sido a não identificação com os ideais da L’oréal. Fontes: Natura, Exame e G1.

Aí, acredito que entramos em uma questão ética individual. A Urban Decay e The Body Shop continuam com certificação da PETA; mesmo fazendo parte de um conglomerado gigante, elas individualmente mantêm o compromisso de não testar em animais. Muita gente não compra dessas marcas já que, em algum percentual, o lucro também chega na L’oréal. Pessoalmente, acredito que toda a indústria, de uma forma indireta ou direta, depende dessas grandes empresas. Por isso, compro sempre de empresas que falam abertamente contra testes em animais.

*OBS: Na China, os testes em animais são obrigatórios. Qualquer empresa de cosmético ou maquiagem que queira vender lá, precisa submeter seus produtos a estes testes. O blog Beleza Sem Crueldade, da Nicole Make, traz um post bem legal e informativo sobre isso; vale a pena conferir! Acesse aqui.

Esse é o primeiro texto de um projeto especial! Durante o mês de julho, tem texto novo TODO DIA! Vamos aprofundar em cosméticos cruelty free, veganos e marcas nacionais que não testam em animais.

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xoxo