Minha estante: os livros da Dama do Crime, Agatha Christie

A leitura sempre foi uma parte muito importante da minha personalidade. Quando era muito novinha, ir à livraria era um dos meus passeios preferidos. Foram muitos anos de co-dependência com os quadrinhos da Turma da Mônica. Até que eu cheguei ali nos 10-11 anos e comecei a descobrir os livros da estante da minha mãe.

Lembro de ver muitos livros de economistas (ela é formada em Ciências Contábeis), coleções do Jorge Amado e um com uma capa colorida; esse foi o que chamou minha atenção. Era um livro de capa dura com o título “Testemunha Ocular do Crime”. A palavra “crime” não me assustou nenhum pouco e eu devorei a história em uma tarde. 

E aí nasceu minha paixão por livros policiais, de suspense, de crimes. Passei uma fase sem ler muita coisa do assunto: aquela época da adolescência que você consome muita literatura infanto-juvenil sobre a menina boba e desengonçada que se transforma na popular da escola e descola um príncipe encantado. Sim, me dói lembrar que vivi intensamente essa fase. 

Mas logo depois voltei às minhas origens e descobri que eu era muito fã da escrita de Agatha Christie. Li “testemunha ocular do crime” sem ter a menor ideia de quem era a autora ou que outros livros ela poderia ter escrito. Só quando adulta fui, de fato, aprender sobre ela. 

Agatha Christie é conhecida como a “Dama do Crime”; publicou mais de oitenta livros; é a romancista mais bem-sucedida da história da literatura popular mundial; cerca de quatro bilhões de cópias dos seus livros foram vendidas ao longo dos séculos XX e XXI.  

Os livros da autora são cheios de plot twists, antes mesmo de plot twists serem populares. A vida dela também tem destaques interessantes: desapareceu e foi encontrada sem ninguém nunca entender a realidade do que havia acontecido; divorciou-se do marido no início do século XX (!); casou-se novamente (!!) com um homem catorze anos mais jovem (!!!) ali na década de trinta. 

 

Todos os livros dela que li até hoje me prenderam do começo ao fim. Mesmo sendo de uma época “distante”, a escrita é simples, fácil de manter a atenção do leitor por horas, e sem descrições muito longas de locais ou paisagens. 

Separei os meus livros preferidos dessa minha “minicoleção”. 

1)  Testemunha Ocular do Crime

“Após um dia de compras em Londres, Elspeth McGillicuddy pega um trem para o interior da Inglaterra, onde deve se encontrar com a amiga Jane Marple. Instalada na primeira classe, ela observa a paisagem, até que outro trem passa no mesmo sentido e, por um instante, as janelas dos vagões se alinham. Ela vislumbra a imagem de um homem estrangulando uma mulher. Na estação, ninguém acredita em Elspeth, e nenhum cadáver é encontrado. Mas Miss Marple não se dissuade fácil. Para investigar esse mistério, ela contará com o auxílio do seu sobrinho-neto David e de Lucy Eyelesbarrow, uma carismática personagem que faz neste romance sua única e marcante aparição.” 

2) O Mistério Sittaford 

“Na remota localidade de Sittaford, prestes a ser assolada por uma poderosa tempestade de neve, um grupo de vizinhos reunidos na imponente mansão que dá nome ao lugar resolve se entregar a um passatempo excitante e aparentemente inofensivo: uma sessão espírita improvisada. O que deveria ser uma distração sem maiores consequências assume tons sombrios quando a mesa dos espíritos soletra o nome de um conhecido de todos os presentes, seguido da palavra “assassinado”. Trote de mau gosto ou um aviso sobrenatural? Em mais um de seus engenhosos romances, Agatha Christie surpreende os leitores com a narrativa misteriosa de um crime que teoricamente não poderia ser cometido.” 

3) Uma Dose Mortal 

“O grande Hercule Poirot, quem diria, também tem medo da cadeira do dentista. Depois de algumas obturações, é com alívio que ele deixa o consultório do habilidoso dr. Morley. Para a surpresa de todos, em seguida o dentista é encontrado morto. Teria sido suicídio ou um assassinato premeditado? Ao investigar o caso, Poirot se depara também o desaparecimento de uma das pacientes do dr. Morley: a misteriosa srta. Sainsbury Seale. O detetive se vê então envolvido com um tumultuoso conflito de ideologias que abala a estabilidade da Inglaterra na sinistra atmosfera de desconfiança do início da Segunda Guerra Mundial.” 

4) Morte na Praia 

“Tudo o que Hercule Poirot queria naquele verão era ter alguns dias de paz no luxuoso hotel Jolly Roger, longe de crimes e de investigações. Mas quando Arlena Stuart passa por ele na praia, atraindo o olhar de todos os homens (bem como o ódio de todas as mulheres), ele desconfia que talvez suas férias não sejam tão tranquilas como esperava. De fato, no dia seguinte, um assassinato acontece. Enquanto tenta descobrir quem é o responsável, Poirot percebe que não são poucas as pessoas naquele hotel que teriam um motivo para matar… Neste livro, o leitor é convidado a analisar junto com Poirot os motivos e os álibis de todos os hóspedes do Jolly Roger. Morte na praia é um quebra-cabeça complexo, ao melhor estilo de Agatha Christie.” 

(Descrições retiradas de: L&PM Editores) 

Vou tentar trazer pra cá mais livros, filmes e séries que me deixam viciada. Sempre bom intercalar beleza e maquiagem com um assunto randômico, né?

#SegundaRandômica

xoxo

A Dalla Makeup é vegana? A Dalla Makeup é cruelty free?

Essa semana começou meio pesada. Ontem postei sobre um assunto no instagram e agora trago esse papo pra cá.

Depois de comprar base, pó, top coat, sombra líquida e mais mil coisas da Dalla Makeup, me deparei com alguns artigos na internet sobre a marca. Especialmente, sobre a marca se recusar a prover informações sobre a origem e fabricação de seus produtos.

A Dalla Makeup faz publicidade afirmando ser cruelty free e que sua base é vegana. Mas já chegou a ameaçar de processo consumidores veganos que questionaram algumas respostas da marca. Li sobre isso pela primeira vez mês passado, no blog da Ari Vegan (www.arivegan.com).

“A Dalla Makeup não me respondeu se realizam testes em animais ou não (ou se terceirizam os testes, ou se os fornecedores testam), não me responderam se os ingredientes eram de origem vegetal, sintética ou animal, E NÃO TEM NADA NO RÓTULO como mostrado nos prints, diferente do que a marca diz.

A marca me bloqueou em seu Instagram, e apagou DEZENAS de comentários de veganos, e bloqueou outros veganos buscando informações em sua fanpage no Facebook. 

E para finalizar, a dona (??) da marca ameaçou me PROCESSAR por atacar a marca. Alguém me responde: Desde quando exercer seus direitos como CONSUMIDOR é atacar? Desde quando buscar informações sobre um produto e não obter resposta é atacar?”

Esse trecho é de um post super explicativo, munido de fontes e prints. Pra acessar, clica aqui.

Bom, depois de ver esse post, mandei meu próprio e-mail para a Dalla Makeup. Queria tirar minhas próprias conclusões. Uma observação básica aqui… o site da marca não traz quase nada de informações e o e-mail oficial deles é do Hotmail. Achei muito esquisito uma empresa sem domínio próprio, mas né…. Enfim, continuemos.

Meu primeiro e-mail foi enviado dia 17/06. Não recebi resposta. Dia 12/07 enviei um segundo e-mail. Continuei sem resposta. Aqui o texto na íntegra que enviei nas duas ocasiões:

Oi, gente, tudo bem?
Meu nome é Thais! Sou consumidora de vários produtos de vocês! Top coat, base, pó, a nova sombra líquida…
Comecei um blog há um tempo e, por isso, estou testando muitas maquiagens e buscando mais informações sobre as empresas.
Será que vocês conseguem tirar algumas dúvidas minhas? Agradeço a disposição desde já ❤
Bom, vocês anunciam que os produtos fabricados por vocês são feitos sem crueldade animal, e que vocês estão buscando certificá-los como cruelty free e veganos. Como são testados os produtos de vocês? Os testes são feitos internamente (como, por exemplo, a Natura) ou são terceirizados?
Onde são fabricados os produtos de vocês? É possível providenciar o contato da empresa responsável pela produção para que eu possa perguntar sobre origem dos ingredientes? Os fornecedores conduzem testes em animais?
Há algum meio oficial que liste quais produtos da Dalla Makeup são veganos e quais não são? Infelizmente, o site de vocês não forneceu nenhuma informação que me fosse útil. 😞
Enfim, foram muitas perguntas, mas tenho fé que iremos conseguir continuar essa conversa!
Muuuito obrigada!

Sem ter recebido resposta nenhuma por mais de um mês, mandei mensagem no inbox do Instagram pra ver se me respondiam. Bom, algumas muitas horas depois recebi uma resposta. Vou deixar aqui os prints (basta clicar em cada imagem individual para ver em tamanho maior).

Não sou vegana, mas o CÓDIGO DO CONSUMIDOR nos permite questionar sim sobre os ingredientes de um produto. Estou pesquisando como abrir uma denúncia no CONAR contra a empresa, pois não recebi nenhuma resposta objetiva ou direta. Na última mensagem, como pode ser visto na imagem acima, fiquei sem nenhum tipo de resposta.

Anunciar a marca como cruelty free sem ser é propaganda enganosa o que é crime (sujeito a detenção e multa).

Como já disse, o post no blog da Ari Vegan é super completo com prints e tudo mais. Aconselho muito a irem lá ver!

E vamos lembrar que as marcas só sobrevivem porque a gente tá aqui dando dinheiro pra elas. Temos o direito e o dever de questionar, entender e cobrar quando nos sentimos lesados. E sim, me sinto lesada como consumidora, pois só comprei todos esses produtos porque a marca afirma ser cruelty free.

Comprar ou indicar Dalla Makeup NUNCA MAIS. Não quiseram dar informações sobre os produtos e o atendimento ao consumidor foi PÉSSIMO.

PS: Não deletarei o post que eu havia feito sobre a base; irei editar com as informações desse texto.

xoxo