Resenha Base NYX Total Control

Testar essa base da NYX foi, por falta de melhor palavra, confuso. Testei de dia, de noite, no frio, no calor, com diferentes preparações da pele, selando e sem selar … e dia sim, dia não, eu mudava minha opinião sobre ela.

Sobre a embalagem: é de vidro fosco, o que permite a gente ver a cor da base e quanto de produto ainda tem lá dentro. Diferente da grande maioria das bases, essa da NYX só vem com 13ml (o mais comum é 30ml). Achei que o conta gotas funciona mito bem, pois a base Total Control é uma das mais líquidas que eu já conheci. Parece água. Não tem nenhuma fragrância forte que eu consegui perceber.

Comprei na cor Pale (TCDF01), a mais clara das opções. Pela primeira vez, senti que esse tom pode até ser um pouco claro demais. No site da NYX gringa, eles dizem que a cor tem subtom amarelado. Sinceramente, tô tão desacostumada a encontrar uma base clara assim que nem sei dizer se essa seria mesmo a melhor cor pra mim. Ah, e ela dá uma estourada no flash! No total, a Total Control Drop Foundation tem 24 cores disponíveis (no site americano tem 30 cores diferentes; como o site nacional não tem nada, não consegui ter certeza de quantas cores de fato são vendidas aqui).

A promessa do produto é ser especialmente pra peles oleosas, proporcionando controle total do brilho. A marca também promete cobertura “customizada” de leve a alta, de acordo com a quantidade de produto colocado no conta gotas.

No meu primeiro uso, odiei a base. Achei ela líquida demais, cobertura leve demais e, pra uma base tão leve, marcou toda e qualquer imperfeição da minha pele. Nas outras vezes, não apliquei ela diretamente na pele; fui colocando as gotinhas num pincel pra, em seguida, aplicar no rosto e dar acabamento. Dessa forma, senti que consegui deixar a base mais uniformemente espalhada, sem falhas.

Ela é mesmo uma base que controla a oleosidade. Fica totalmente seca, sem necessidade de selar com pó. Eu uso um pouco de pó translúcido no nariz, pois o óculos sempre tira a base toda se eu não selar. Quando usei lente, não precisei adicionar o pó. Ela tem uma durabilidade bem satisfatória; por ser sequinha, acabou durando mais em mim do que as bases de conta gotas da Vult e da Quem Disse, Berenice. Umas quatro horas depois da aplicação, ela ainda está quase intacta.

Bom, se ela é sequinha e dura bem, por que eu fiquei confusa com ela? Ela marca tudo. Deixa meus poros 100% mais visíveis e minhas cicatrizes da acne 200% mais evidentes. Esse efeito rola, principalmente, em luzes noturnas. Nessas imagens abaixo, espalhei umas três gotas na mão; dá pra ver como até os poros da mão ficaram mais visíveis.

Não achei que a cobertura dela consegue chegar até um nível mais alto. No máximo, ela varia de muito leve a uma cobertura mediana. É sim possível construir camadas com o produto. Porém, se eu vou adicionando mais produto pra tentar uma cobertura alta, aí que minhas “”imperfeições”” ficam gritando.

Meu uso preferido é de uma cobertura leve. Apesar de ser uma base de conta gotas, achei a proposta muito diferente das outras bases desse estilo que eu tenho; a da Vult e da QDB criam uma cobertura deixando ainda um viço, um quê de brilho natural. Não diria que é uma base boa pra pessoas com pele mista ou seca. Ela é uma base pra pele oleosa. 

A base Total Control Drop Foundation está a venda por R$59 nas lojas físicas da NYX. Como já disse, ela vem com 13ml de produto. Pra mim, esse preço é elevado pra quantidade de base. Comprei a minha em um bazar por R$30, então a dor foi 50% menor, risos. Por enquanto, a NYX não voltou com sua loja online aqui no Brasil e as lojas físicas estão concentradas em São Paulo e no Rio.

Não é uma base que eu compraria novamente. Na minha pele com poros mega aparentes (um detalhe genético, by the way), não deu certo. Mas agora que já comprei, vou usar até o fim, né?

xoxo

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O que é Cruelty-Free? Como identificar?

Em tradução literal, “cruelty-free” significa livre de crueldade. Na prática, esse termo se refere a produtos que foram desenvolvidos e fabricados sem o uso de testes em animais.

A nível internacional, a Cruelty-free International e a PETA (pessoas pelo tratamento ético dos animais) são as referências no que diz respeito a testes em animais. Essas organizações criaram seus próprios selos para identificar produtos e empresas que não fazem uso de cobaias no seu processo produtivo.

O selo de aprovação da PETA é o do coelhinho com as orelhas rosa; ele identifica empresas que não fazem testes em animais em nenhum estágio de desenvolvimento e produção (incluindo processos que possam ser feitos por terceirizados). Através de auditorias independentes e documentos comprovativos, a empresa se qualifica para receber esse selo. De forma semelhante, há o selo da Leaping Bunny; a imagem é de um coelho saltitante e identifica empresas que se comprometem a jamais testar seus produtos em animais nem comprar ingredientes de fornecedoras que façam parte dessa prática.

 

As certificações são garantias que:

  1. O produto final, e os ingredientes que o compõe, não passaram por testes em animais em todos os estágios de desenvolvimento pela empresa, pelos seus laboratórios, fábricas ou fornecedores a partir de uma data definida;

  2. Nenhum teste em animal foi realizado posteriormente e durante o processo de certificação. A partir da data de emissão do selo, a empresa tem seus processos de fabricação monitorados;
  3. Auditorias independentes podem ser feitas pelas ONGs a qualquer momento.

(Informações retiradas do site da Simple Organic, marca de cosméticos cruelty free e vegana)

A Choose Cruelty-Free é uma organização australiana que tem seu próprio selo. Com a expansão da indústria por lá, é possível ver esse selo em muitos produtos por todo o mundo.

 

Você pode conferir os sites da Cruelty-free Internatinal (CFI), da PETA e da Choose Cruelty Free (CCF) aqui,  aqui e aqui.

Os produtos com selos Cruely-Free podem ter ou não ingredientes de origem animal. Para identificar produtos sem nada de origem animal, procure o selo vegano!

É importante lembrar que na indústria de cosméticos e maquiagens, grandes conglomerados dominam o mercado. Por isso, é comum que empresas cruelty free sejam vendidas a empresas maiores que não dividem a mesma preocupação. NYX, The Body Shop e Urban Decay são exemplos disso. A The Body Shop sempre aparece contra testes em animais, porém ela faz parte da L’oréal, empresa que ainda não eliminou completamente estes testes. A Urban Decay, que era referência nas maquiagens cruelty free (chegou a, inclusive, se recusar a entrar no mercado chinês*), também acabou sendo comprada pela L’oréal.

Errata: Quando escrevi esse post, não estava sabendo da venda da The Body Shop pra Natura. No segundo semestre de 2017, a Natura fez a aquisição da TBS; uma funcionária da loja me explicou que um dos motivos da venda havia sido a não identificação com os ideais da L’oréal. Fontes: Natura, Exame e G1.

Aí, acredito que entramos em uma questão ética individual. A Urban Decay e The Body Shop continuam com certificação da PETA; mesmo fazendo parte de um conglomerado gigante, elas individualmente mantêm o compromisso de não testar em animais. Muita gente não compra dessas marcas já que, em algum percentual, o lucro também chega na L’oréal. Pessoalmente, acredito que toda a indústria, de uma forma indireta ou direta, depende dessas grandes empresas. Por isso, compro sempre de empresas que falam abertamente contra testes em animais.

*OBS: Na China, os testes em animais são obrigatórios. Qualquer empresa de cosmético ou maquiagem que queira vender lá, precisa submeter seus produtos a estes testes. O blog Beleza Sem Crueldade, da Nicole Make, traz um post bem legal e informativo sobre isso; vale a pena conferir! Acesse aqui.

Esse é o primeiro texto de um projeto especial! Durante o mês de julho, tem texto novo TODO DIA! Vamos aprofundar em cosméticos cruelty free, veganos e marcas nacionais que não testam em animais.

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xoxo