Resenha: Loção facial Drops of Youth da The Body Shop

Na black friday do ano passado, aproveitei os descontos pra comprar algumas coisinhas no site da The Body Shop. A loção facial Drops of Youth foi uma delas. O preço normal, fora da promoção, é R$130 o frasco com 160ml. Não lembro exatamente quanto eu paguei, (in)felizmente.

A descrição do produto no site da marca é a seguinte:

Loção enriquecida com células-tronco vegetais que repõe a umidade da pele e minimiza a aparência dos poros, devolvendo sua elasticidade e revelando uma pele mais suave e luminosa. Este é o primeiro passo essencial da hidratação, ativando a pele para os próximos passos da sua rotina de beleza.

A promessa é de repor a umidade da pele e minimizar a aparência dos poros, devolvendo elasticidade e luminosidade.

Logo após a aplicação, a pele fica mesmo com o aspecto hidratado e viçoso. Não senti minimização nenhuma dos poros, mas curti a hidratação. A longo prazo, não percebi nenhuma melhora ou mudança.

Como um primeiro passo de preparação da pele, antes do hidratante, acho até interessante. Mas pelo valor, esperava mais um efeito de tratamento, sabe?

Pra quem gosta de saber, também deixo aqui a composição dessa loção.

Ingredientes: Aqua/Water/Eau (Solvent), Propanediol (Viscosity Controlling Agent), Alcohol Denat. (Solvent), Phenoxyethanol (Preservative), Betaine (Hair Conditioning Agent), Polyacrylate Crosspolymer-6 (Emulsion Stabilizer), Polysorbate 20 (Emulsifying Agent), Butylene Glycol (Humectant), Caprylhydroxamic Acid (Chelating Agent), Methylpropanediol (Solvent), Parfum/Fragrance (Fragrance Ingredient), Aloe Barbadensis Leaf Juice Powder (Skin Conditioning Agent – Humectant), Disodium EDTA (Chelating Agent), Linalool (Fragrance Ingredient), Sodium Hyaluronate (Humectant), Citronellol (Fragrance Ingredient), Crithmum Maritimum Callus Culture Filtrate (Skin Protectant), Eryngium Maritimum Extract (Natural Extract), Sodium Hydroxide (pH Adjuster), Glycerin (Humectant), Cinnamomum Cassia Bark Extract (Fragrance Ingredient), Poterium Officinale Extract/Poterium Officinale Root Extract (Skin Conditioning Agent), Zingiber Officinale Root Extract/Zingiber Officinale (Ginger) Root Extract (Natural Additive), Limonene (Fragrance Ingredient), Leontopodium Alpinum Meristem Cell Culture (Skin Conditioning Agent), Citric Acid (pH Adjuster), Xanthan Gum (Viscosity Controlling Agent)

Alguém já usou e teve resultados diferentes? Já usaram outros produtos faciais da The Body Shop? Me conta nos comentários aqui do post (ou lá no instagram!).

Durante o mês de julho, tem texto novo TODO DIA! Vamos aprofundar em cosméticos cruelty free, veganos e marcas que não testam em animais.

Segue lá no Instagram também (@blogcheiadevicios) pra não perder nada!

xoxo

Anúncios

O que é Cruelty-Free? Como identificar?

Em tradução literal, “cruelty-free” significa livre de crueldade. Na prática, esse termo se refere a produtos que foram desenvolvidos e fabricados sem o uso de testes em animais.

A nível internacional, a Cruelty-free International e a PETA (pessoas pelo tratamento ético dos animais) são as referências no que diz respeito a testes em animais. Essas organizações criaram seus próprios selos para identificar produtos e empresas que não fazem uso de cobaias no seu processo produtivo.

O selo de aprovação da PETA é o do coelhinho com as orelhas rosa; ele identifica empresas que não fazem testes em animais em nenhum estágio de desenvolvimento e produção (incluindo processos que possam ser feitos por terceirizados). Através de auditorias independentes e documentos comprovativos, a empresa se qualifica para receber esse selo. De forma semelhante, há o selo da Leaping Bunny; a imagem é de um coelho saltitante e identifica empresas que se comprometem a jamais testar seus produtos em animais nem comprar ingredientes de fornecedoras que façam parte dessa prática.

 

As certificações são garantias que:

  1. O produto final, e os ingredientes que o compõe, não passaram por testes em animais em todos os estágios de desenvolvimento pela empresa, pelos seus laboratórios, fábricas ou fornecedores a partir de uma data definida;

  2. Nenhum teste em animal foi realizado posteriormente e durante o processo de certificação. A partir da data de emissão do selo, a empresa tem seus processos de fabricação monitorados;
  3. Auditorias independentes podem ser feitas pelas ONGs a qualquer momento.

(Informações retiradas do site da Simple Organic, marca de cosméticos cruelty free e vegana)

A Choose Cruelty-Free é uma organização australiana que tem seu próprio selo. Com a expansão da indústria por lá, é possível ver esse selo em muitos produtos por todo o mundo.

 

Você pode conferir os sites da Cruelty-free Internatinal (CFI), da PETA e da Choose Cruelty Free (CCF) aqui,  aqui e aqui.

Os produtos com selos Cruely-Free podem ter ou não ingredientes de origem animal. Para identificar produtos sem nada de origem animal, procure o selo vegano!

É importante lembrar que na indústria de cosméticos e maquiagens, grandes conglomerados dominam o mercado. Por isso, é comum que empresas cruelty free sejam vendidas a empresas maiores que não dividem a mesma preocupação. NYX, The Body Shop e Urban Decay são exemplos disso. A The Body Shop sempre aparece contra testes em animais, porém ela faz parte da L’oréal, empresa que ainda não eliminou completamente estes testes. A Urban Decay, que era referência nas maquiagens cruelty free (chegou a, inclusive, se recusar a entrar no mercado chinês*), também acabou sendo comprada pela L’oréal.

Errata: Quando escrevi esse post, não estava sabendo da venda da The Body Shop pra Natura. No segundo semestre de 2017, a Natura fez a aquisição da TBS; uma funcionária da loja me explicou que um dos motivos da venda havia sido a não identificação com os ideais da L’oréal. Fontes: Natura, Exame e G1.

Aí, acredito que entramos em uma questão ética individual. A Urban Decay e The Body Shop continuam com certificação da PETA; mesmo fazendo parte de um conglomerado gigante, elas individualmente mantêm o compromisso de não testar em animais. Muita gente não compra dessas marcas já que, em algum percentual, o lucro também chega na L’oréal. Pessoalmente, acredito que toda a indústria, de uma forma indireta ou direta, depende dessas grandes empresas. Por isso, compro sempre de empresas que falam abertamente contra testes em animais.

*OBS: Na China, os testes em animais são obrigatórios. Qualquer empresa de cosmético ou maquiagem que queira vender lá, precisa submeter seus produtos a estes testes. O blog Beleza Sem Crueldade, da Nicole Make, traz um post bem legal e informativo sobre isso; vale a pena conferir! Acesse aqui.

Esse é o primeiro texto de um projeto especial! Durante o mês de julho, tem texto novo TODO DIA! Vamos aprofundar em cosméticos cruelty free, veganos e marcas nacionais que não testam em animais.

Segue lá no Instagram também (@blogcheiadevicios) pra não perder nada!

xoxo